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Como a Comunicação Não-Violenta melhorou meu equilíbrio emocional!

Um dos pontos-chave da Comunicação Não-Violenta e que para mim foi o diferencial em relação às outras práticas de autoconhecimento que experimentei foi aprender a identificar meus sentimentos e minhas necessidades.

Para a Comunicação Não-Violenta, as necessidades são os fatores que promovem e sustentam o equilíbrio físico, mental, emocional e espiritual do nosso organismo. Todas as ações que fazemos em nosso dia-a-dia são motivadas pelo objetivo, mesmo que inconsciente, de atender a essas necessidades e assim nos mantermos equilibradas e saudáveis.

Entender o que nos motiva é um passo muito importante para nos auxiliar a planejar nossas ações com mais clareza e de forma que realmente estejam a serviço de nossa vida, de nossa saúde e alinhadas com nossos valores.

Um outro ponto relevante foi entender a relação entre sentimento e necessidade. Quando eu não conhecia esse mecanismo, eu me deparava com sentimentos e emoções dolorosas e me sentia mal por isso, era como se estar sendo atravessada por esses sentimentos fosse algo errado, algo que não deveria acontecer, eu não sabia porque eu me sentia desse modo e nem como deixar fluir, aquela energia ficava estagnada, sendo remoída e retroalimentada.

Com a Comunicação Não-Violenta, entendi que os sentimentos, inclusive os mais dolorosos e desconfortáveis, tem a função de indicar para a consciência se as nossas necessidades estão atendidas ou não.

Quando nossas necessidades estão atendidas, temos sensações agradáveis: alegria, tranquilidade, entusiasmo... E nosso organismo, por meio dessas sensações, nos dá o feedback de que a situação em que nos encontramos sustenta e acolhe a vida em nós, então podemos permanecer naquele local ou continuar o que estamos fazendo.

Quando nossas necessidades não estão sendo atendidas, temos sensações desagradáveis: medo, tristeza, raiva... Dessa forma, nosso organismo, por meio do desconforto, nos dá o feedback de que a situação em que nos encontramos está colocando nossa saúde em risco, e a dor (seja física ou emocional) tem a função de nos impulsionar a sair, fugir, interromper aquilo que ameaça a nossa integridade.

Uma forma rápida de nos acolhermos quanto nos deparamos com algum sentimento muito intenso é praticar a autoempatia, nos fazendo as seguintes perguntas:

O que estou sentindo?

Do que estou precisando neste momento?

Por exemplo: Eu chego ao meu novo local de trabalho animadamente e minha chefe ignora meu cumprimento de bom dia.

Diante dessa situação eu poderia estar sentindo angústia, medo, confusão, frustração, ansiedade porque naquele momento eu estava precisando de acolhimento, conexão, parceria, apoio, amizade, reconhecimento, etc.

Entender qual é a causa de nosso mal-estar nos auxilia a buscar com mais clareza quais recursos podem cuidar melhor de nós. Neste caso, ao invés de sucumbir aos sentimentos dolorosos, eu poderia pensar em diversas possibilidades de como cuidar dessas necessidades, seja buscando mais conexão com minha chefe ou com meus novos colegas.

Você também pode fazer um exercício diário para se tornar mais consciente do seu estado emocional e também de suas necessidades. Mantenha um diário de anotações em que ao final de cada dia você possa anotar quais foram os sentimentos que se fizeram mais presentes durante o dia e quais necessidades suas foram atendidas ou não atendidas.

Acesse www.comunicacaoecooperacao.com para ter acesso a uma lista de sentimentos e necessidades que pode te apoiar a praticar o processo de autoempatia.

Espero ter ajudado!!!

 

 

Colunista: Marina De Martino

Pós-graduação em Arteterapia, Facilitadora de Comunicação Não-Violenta e Justiça Restaurativa

Saiba mais sobre a Comunicação Não-Violenta e a Marina De Martino 

 Acesse o site> www.comunicacaoecooperacao.com

 
 

 

Publicado em: 15/02/2021



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