Voltar



Universo infantil X Universo adulto

Culturalmente, acreditamos que não é necessário estudar para ser pai/mãe. Mas estudamos para tudo, seja para entrevistas de emprego, para vestibulares, para tirar habilitação, até mesmo para fazer aquele bolinho de fim de tarde, consultamos os livros de receitas da vó, ou sites culinários, enfim... estudamos, buscamos sempre aprender e se desenvolver.

Muito se fala sobre ela, mas pouco se vê em prática. Existem várias definições de empatia, mas no geral entende-se que é a capacidade de se colocar no lugar do outro.

Pensando no universo infantil X adulto, vamos contextualizar:

Uma criança de dois anos ainda não verbaliza plenamente, seus únicos recursos são o choro e sua linguagem corporal. Ela ainda não sabe demonstrar de outra forma suas necessidades ou angústias.

Logo, o adulto quando vê uma criança chorando, ao invés de tentar compreender sua linguagem, ou entender do que ela precisa, o adulto imediatamente julga como mal comportamento, como birra, manha, ou simplesmente chamando atenção, não dando a devida importância para a real necessidade, do que essa criança está sentindo. Infelizmente é um ato muito comum em nossa sociedade.

Um outro exemplo - quando os pais vão visitar amigos, que por sua vez também tem filhos. A fala ao chegar no ambiente que por vezes não é o que a criança está habituada, falamos:

- "Vai lá brincar"... em tom de ordem, traduzindo: deixe os adultos aqui e simplesmente não enche!

Lembrando que fomos até lá porque, queríamos ficar, porque gostamos da companhia dos outros adultos, por termos afinidades, ficamos o tempo que desejamos e pronto.

Talvez essa criança não tenha a mesma facilidade que você adulto para se entrosar, para se sentir à vontade, e quando finalmente ela consegue superar todas as suas barreiras, o adulto chega e mais uma vez com tom de ordem fala:

- "Vamos embora"... sem maiores explicações!

Sem nenhuma preocupação se ela quer ou não ir embora, assim como não nos preocupamos se ela antes queria ou não ficar! Isso ocorre diariamente, em sua naturalidade.

Mas desejamos adultos com boa autoestima, bem resolvidos, sem problemas de comunicação, sem problemas emocionais, que saibam se expressar diante dos demais.
Porém durante todo processo de evolução da criança, ela foi podada, sua persistência foi dada como teimosia, sua facilidade em falar foi reprimida, e o NÃO era a palavra mais ouvida.

Deixamos aqui então duas pequenas reflexões:

* Qual adulto você quer que seu filho se torne?
* Você tenta se atualizar, ou buscar alternativas para proporcionar um melhor ambiente ao seu filho?

Créditos do artigo:
Glaucia Mazuline - Psicopedagoga na Clinica Neuro Ativa

Quer saber mais, veja os contatos da Neuro Ativa clicando neste link

Créditos da edição e moderação:
Ana Paula Balog - Profissional de Marketing, Geração de Conteúdo e Moderadora no Mom's do ABC

Publicado em: 06/05/2021



Veja Também