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Tudo o que você precisa saber sobre a herpes labial

Observar o próprio corpo é muito importante. Afinal, uma pequena ferida na boca já pode ser um sinal de alerta, não só para a saúde bucal, mas todo o organismo.

Se você notar que esse tipo de lesão está no local há um bom tempo, causando ardência, coceira e pequenas bolinhas vermelhas, é provável que esteja com herpes labial. Mas, calma, não precisa se alarmar: a doença tem tratamento e seu contágio pode ser evitado com os cuidados certos.



O que é HERPES LABIAL?

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, “herpes é uma doença causada por dois tipos de vírus: o Varicela Zóster, que causa catapora e o “cobreiro” e os herpevírus (HSV) tipo 1 e tipo 2, responsáveis pelo herpes simplex”. As lesões variam de acordo com o tipo:

tipo 1 é associado a lesões orais;
tipo 2 causa de 80 a 90% das lesões genitais.

Assim, a herpes labial é causada pelo HSV-1, que se manifesta nos lábios, na gengiva e em outras regiões da boca. A doença provoca a formação de pequenas bolhas, que, ao estourar, dão origem a feridas. Elas causam muito incômodo na região, como coceira e dores, e têm, em pacientes com a imunidade regular, uma duração média de sete a quatorze dias.

Enquanto as vesículas estiverem presentes, um simples contato pode transferir o vírus para outras áreas do corpo, incluindo os olhos. Por isso, é muito importante que um médico seja consultado, de modo que ele possa oferecer um diagnóstico preciso, indicar o melhor tratamento e evitar danos maiores.

Embora requeira atenção dos pacientes, o vírus da herpes é bastante frequente entre a população. Para se ter uma ideia, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, cerca 99% da população adulta já adquiriu imunidade na infância ou adolescência à herpes simplex, o que não dispensa atenção médica após o aparecimento das feridas.

Os principais sintomas da herpes costumam aparecer quando o paciente está com baixa imunidade, muito ansioso ou estressado, o que requer, além do tratamento com antibióticos, um acompanhamento que auxilie a saúde mental, como veremos a seguir.

E quais são os principais sintomas?

Os principais sintomas da herpes labial são bastante conhecidos: um agrupamento de bolhas de água na região dos lábios.

Mas há outros sinais que requerem atenção:
- formigamento;
- inflamação;
- rompimento das bolhas, que causa desconforto para comer e beber;
- ardência;
- coceira;
- em alguns casos, dependendo da intensidade das lesões, o paciente também pode ter febre e, até mesmo, aumento nos gânglios do pescoço e da cabeça.

Por causa da formação de feridas e dos riscos de contaminação por bactérias, é importante que a pessoa busque o auxílio de um médico dermatologista ou um dentista assim que notar as primeiras características da doença. Afinal, é comum que as pessoas confundam a herpes com outras enfermidades que também provocam bolhas na boca, como as aftas. Uma avaliação profissional ajudará a fazer a distinção para que o tratamento adequado possa ser iniciado.

Outro motivo para buscar auxílio médico com rapidez são as complicações da herpes labial em grávidas, pacientes imunossuprimidos (como os que estão em tratamento de câncer ou tenham AIDS) e recém-nascidos. Nesses casos, as infecções demoram a desaparecer e podem se espalhar pelo organismo. Quando temos celeridade no tratamento, reduzimos as chances de contaminação e de males mais intensos para outras pessoas.

Quais são as principais causas?
Entramos em contato com o HSV-1 por meio de gotículas de saliva, ao colocar objetos contaminados na boca e pelo beijo. Em geral, o primeiro contato com o vírus acontece nos primeiros anos de vida, por secreções orais vindas da tosse ou do espirro.

Depois disso, o vírus se aloja nos neurônios ou nos gânglios — ou seja, as glândulas do sistema linfático — e pode permanecer por lá durante toda a vida, em estado latente, ou seja, sem causar sintomas. Em períodos de baixa imunidade, quando o indivíduo está passando episódios de estresse, ansiedade exposição ao sol sem proteção, o vírus pode ser reativado e voltar a provocar sintomas.

Como funciona o tratamento de herpes labial?
A melhor forma de tratar a herpes labial é a prevenção, pois não há cura permanente para a doença. Como o vírus se esconde no corpo, novos episódios podem ocorrer com a queda de imunidade e, por isso, é importante buscar um profissional dermatologista ou dentista para tratá-los e reduzir as chances de contágio.

Para tratar os sintomas, o médico pode recomendar o uso de certos antivirais, em forma de creme e comprimido, para reduzir as chances de novas crises. Remédios orais, pomadas e cremes também podem ajudar a aliviar o incômodo. Indivíduos imunocomprometidos podem precisar de agentes em forma de cápsulas.

Os antivirais mais eficazes são o fanciclovir, aciclovir e valaciclovir, segundo a California Dental Association Journal.

Como se prevenir da herpes labial?
Alguns cuidados simples ajudam a prevenir e, caso já tenha, reduzir as chances de contágio da herpes labial. Busque não levar as mãos à boca (especialmente se elas não estiverem higienizadas) e não compartilhar copos, talheres e cosméticos para os lábios (como batom, gloss, protetor labial, entre outros).

Se você sofre com recorrências, você pode usar um protetor labial com filtro solar e evitar exposição direta ao sol. Outro cuidado é interromper a prática de sexo oral quando a doença estiver na fase ativa.

A herpes labial é uma doença altamente contagiosa e não tem cura. Contudo, com o tratamento adequado, o paciente consegue reduzir as chances de contaminação e a intensidade dos sintomas.

Para isso, tão importante quanto contar com um profissional dermatologista ou dentista de confiança, é observar o próprio corpo e adotar um estilo de vida saudável, reduzindo gatilhos para o estresse e ansiedade, usando proteção solar e adotando bons hábitos de higiene.

Se você está passando por uma crise de herpes, evite práticas que possam contagiar outras pessoas com a doença, como o compartilhamento de talheres por exemplo. Afinal, em algumas pessoas, a herpes pode causar danos maiores.

Cuide de si e do próximo para contribuir com a saúde da sua comunidade!!

Créditos do artigo:
Dra. Rebeca Haafeld - CRO-SP 116.563, Dentista e sócia proprietária da Odontoclinic Rudge Ramos

Quer saber mais, veja os contatos da Odontoclinic Rudge Ramos clicando neste link

Créditos da edição e moderação:
Ana Paula Balog - Profissional de Marketing, Geração de Conteúdo e Moderadora no Mom's do ABC

 

Publicado em: 10/03/2021



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